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12 de jun. de 2018

Curiosidades: Estilos Musicais

Fazer música é expressar-se. Expressar sentimentos, opiniões e gostos através dos sons. Podemos conhecer uma determinada pessoa, seu s hábitos e sua cultura através de sua música.

A música já é parte da nossa rotina. Temos música de aniversário, casamento, música para trabalhar, para dormir, para rituais de vários tipos e também em manifestações ligadas à espiritualidade e religião.

Mas ela é também uma forma de entretenimento, pois ouvimos música pra dançar ou pra curtir com amigos.

Existem diversos estilos musicais.

Chamamos os diferentes tipos de música de estilos. Cada estilo tem sua instrumentação, seu jeito de cantar e de tocar específicos. Os estilos também têm relação com a época, com a história e com a cultura de um lugar.

Jazz, rock, pop, reggae, samba, forró, ópera, clássica, romântica, funk e eletrônica são alguns estilos de música. Cada um com suas características e histórias peculiares.

Em Nova Orleans, nos EUA, surgiu o jazz no séc. XX, misturando blues, música africana, européia e cantos religiosos. Os instrumentos básicos do jazz eram aqueles usados em bandas marciais: metais, palhetas e baterias.

O rock surgiu nos EUA na década de 1950 e depois ficou conhecido como um estilo que criticava o comportamento político e social da época. Uma banda de rock'n roll utiliza, principalmente, guitarras elétricas, baixo e bateria e costuma soar bem alto!

Pop é a abreviação de popular, ou seja, que agrada mais pessoas e varia de acordo com a época e a moda. Chama-se pop às músicas que têm grande vendagem no mercado.

O rap, que surgiu no s anos 70, é um dos pilares da cultura hip hop. A palavra rap vem de rhyme and poetry (rima e poesia). No rap, o texto é mais importante que a melodia ou a harmonia e possui, em sua maioria, um discurso contestador e de crítica política.

O samba é uma das principais manifestações populares do Brasil. "Samba" vem de "semba", palavra de origem africana que significa "umbigada". No recôncavo baiano onde surgiu o samba de roda, o dançarino dá uma umbigada em outro dançarino chamando-o para entrar na roda. Com influência do maxixe e da polca, o samba foi se espalhando e se transformando pelo país, adquirindo características próprias em cada região.

Retirado do livro Construindo Música, Editora Evoluir, 2018

25 de fev. de 2018

Comunicação e Expressão - Parte 2

Linguagem, em sentido amplo, é qualquer meio usado para a transmissão de uma mensagem, isto é, para comunicar. A linguagem é definda em dois tipos: a verbal (oral ou escrita) com a utilização de códigos (signos) que servem para facilitar a comunicação entre os homens; e a linguagem não verbal, que se define por símbolos ou sinais em forma de desenhos e figuras que servem como ponte para a comunicação sem o uso de palavras.

Língua é um conjunto de signos e de regras de combinação desses signos, que constituem a linguagem oral ou escrita de uma coletividade, é o que permite que a mensagem seja passada de maneira compreensível. Pode ser que a mensagem não seja compreendida totalmente caso não siga as regras previamente estabelecidas. É como escrever uma frase onde as palavras estão fora de ordem e esperar que a outra pessoa entenda exatamente o que se quis dizer. A ação ou a faculdade de utilização da língua denomina-se fala.

Fala é a emissão de determinados sons combinados de modo a transmitir significações à outra pessoa. A fala é um ato individual.

Discurso é a utilização individual da língua. E como cada indivíduo tem uma maneira própria de se expressar, procura selecionar as formas de enunciado que melhor lhe exprimam o gosto e o pensamento. Essa marca, que também distingue um escritor de outro, denomina-se estilo.

Ao produzirmos um discurso, deixamos nele nossa marca, nossa ideologia, nossa filosofia, nossa maneira de encarar o mundo ou determinada situação. O discurso implica, portanto, em elevado grau de quem o produz.

Para ler a Parte 1, clique aqui.

Fontes: Português, Série Novo Ensino Médio, de João Domingues Maia, Editora Ática; e Estudo prático

Comunicação e Expressão - Parte 1

A comunicação tem por objetivo transmitir mensagens. A fala não é a única forma de comunicação: o silêncio, olhares, vestimentas, expressões faciais, postura, etc. são comportamentos que comunicam.

Um bombeiro não precisa dizer que é um bombeiro, basta olhar para seu uniforme.

A comunicação ocorre nas situações em que há intenção de comunicar e produzir uma reação ou efeito sobre o outro. No texto "Cartas de Amor" de Moacyr Scliar, numa escola que o período da manhã era reservado às turmas femininas e à tarde às masculinas, uma menina deixou na carteira uma carta de amor para "o colega da tarde". A menina queria comunicar ao rapaz o seu amor por ele, expressando a intensidade dos seus sentimentos através de uma carta, ele leu e entendeu os sentimentos dela: a expressão alcançou os seus objetivos e, portanto, houve comunicação.

ELEMENTOS DA COMUNICAÇÃO

Um texto é uma forma de comunicação que coloca em relação um emissor (que fala ou escreve) e um receptor (ouvinte ou leitor).

- Emissor: Toma a iniciativa de enviar a mensagem. Pode ser individual ou coletivo.
- Receptor: Recebe a mensagem e se responder se tornará também um emissor.
- Mensagem é o conteúdo das informações transmitidas.
- Canal: é o meio que possibilita a transmissão da mensagem. Há o canal visual, como desenhos, escrita, imagens ou animações, e o canal sonoro, como fala, música, etc.
- Código: é a linguagem utilizada, o conjunto de sinais utilizados na comunicação para transmitir a mensagem.
- Referente: representa o assunto contido na mensagem.

Para que haja comunicação, é preciso que o emissor e o receptor utilizem um código conhecido por ambos. A língua é esse código. Uma conversação entre deficientes auditivos só é compreensível por aqueles que conhecem o código gestual particular que eles utilizam para se comunicar. A língua japonesa só é compreensível para quem conhece a língua japonesa.

Uma língua é um código que utiliza um grande número de signos (palavras), com suas regras de combinação (regência, concordância, lugar na frase, seleção das palavras, etc.).

Este código pode utilizar dois canais: o oral (fala/audição) e o visual (leitura/escrita), os quais fazem com que a utilização da língua obedeça às vezes a regras um pouco diferentes.

Há diferenças entre a maneira como falamos e escrevemos. Portanto, existe um código oral e um código escrito.

Código é um conjunto de signos e de regras de combinação destes signos, que nos possibilita criar os elementos de significação.

Nem sempre a troca de informações é bem sucedida. Denomina-se ruído aos elementos que perturbam, dificultam a compreensão pelo destinador, como por exemplo, o barulho ou mesmo uma voz muito baixa. O ruído pode ser também de ordem visual, como borrões, rabiscos etc.

O SIGNO LINGUÍSTICO

Signo é a associação de um significante (sons da fala, imagem gráfica, desenho) e um significado (ideia, conceito mental, imagem mental). No trânsito, por exemplo, uma placa triangulas é signo de perigo.

Para ler a parte 2, clique aqui.

Fontes: Português, Série Novo Ensino Médio, de João Domingues Maia, Editora Ática; e Escola Kids

23 de fev. de 2018

Seterra

Seterra é um site que existe desde 1998, que contém jogos de Geografia. Nele você aprende brincando a encontrar países, oceanos, cidades do mundo, bandeiras, entre outros. Para acessar, clique aqui ou na imagem.


Minisebran é um programa gratuito indicado para crianças entre 2 e 6 anos. Contém exercícios simples que ajudam no aprendizado do uso do mouse, teclado, além de cores, números e letras. Para baixar, clique aqui.

Sebran é um programa também gratuito, indicado para crianças a partir de 6 anos. Nele, encontramos exercícios de matemática e português, tais como adição, subtração, multiplicação, mostrar a primeira letra das palavras, jogo da memória com imagens e palavras, forca, entre outros. Para baixar, clique aqui.

16 de fev. de 2018

Pacote de atividades de Informática

Este pacote de atividades foi desenvolvido por orientadores de informática, em parceria com professores da rede de ensino de Mogi das Cruzes - SP. Tem como objetivo oferecer um material técnico e pedagógico para potencializar o aprendizado. As atividades são bacanas e o pacote é bem amplo, clique na imagem para ver.

EJA - EcoSol - UFABC

O projeto EcoSol gerou uma página com materiais de monografia e práticas pedagógicas, com a temática Economia Solidária, na perspectiva de inovar a Educação de Jovens e Adultos.

O protejo se estruturou a partir de um curso de especialização, realizado em 2011-2012, com a participação e avaliação de professores e gestores da EJA. O curso teve uma abordagem prática com 4 projetos integradores: Construção Civil, Horticultura, Manejo de Resíduos Sólidos e Comunicação e Redes Digitais, fazendo com que as práticas pedagógicas interagissem diretamente com a realidade vivenciada pelo aluno de EJA.


15 de fev. de 2018

Cantigas de Roda

Cantigas de roda, ou Cirandas, são brincadeiras infantis, onde tipicamente as crianças formam uma roda de mãos dadas e cantam melodias folclóricas, podendo executar ou não coreografias acerca da letra da música. (Wikipédia) São constituídas de textos anônimos simples, repetitivos e ritmados, que se adaptam e se redefinem ao longo do tempo. Têm o intuito de colaborar com a aprendizagem por meio da fixação.

A Galinha do Vizinho

A galinha do vizinho
Bota ovo amarelinho
Bota um, bota dois, bota três,
Bota quatro, bota cinco, bota seis,
Bota sete, bota oito, bota nove,
Bota dez!

Borboletinha

Borboletinha tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a madrinha

Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
E nariz de pica-pau pau pau

Escravos de Jó

Os escravos de Jó
Jogavam caxangá
Tira, põe,
Deixa o zabelê ficar
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá
Guerreiros com guerreiros
Fazem ziguezigue zá.

Eu entrei na roda

Ai, eu entrei na roda
Ai, eu não sei como se dança
Ai, eu entrei na “rodadança”
Ai, eu não sei dançar

Sete e sete são quatorze,
com mais sete, vinte e um
Tenho sete namorados,
mas só posso casar com um

Namorei um garotinho
do colégio militar
O diabo do garoto,
só queria me beijar

Todo mundo se admira
da macaca fazer renda
Eu já vi uma perua
ser caixeira de uma venda.
Fui ao Tororó

Fui no Tororó beber água não achei
Achei linda Morena
Que no Tororó deixei
Aproveita minha gente
Que uma noite não é nada
Se não dormir agora
Dormirá de madrugada

Oh! Dona Maria,
Oh! Mariazinha, entra nesta roda
Ou ficarás sozinha!

Marcha soldado

Marcha Soldado
Cabeça de Papel
Se não marchar direito
Vai preso pro quartel

O quartel pegou fogo
A polícia deu sinal
Acorda acorda acorda
A bandeira nacional .

Marinheiro só

Oi, marinheiro, marinheiro,
Marinheiro só
Quem te ensinou a navegar?
Marinheiro só
Foi o balanço do navio,
Marinheiro só
Foi o balanço do mar
Marinheiro só.

Meu limão, meu limoeiro

Meu limão, meu limoeiro,
Meu pé de jacarandá,
Uma vez, tindolelê,
Outra vez, tindolalá.

Peixe vivo

Como pode o peixe vivo
Viver fora d’água fria?
Como pode o peixe vivo
Viver fora d’água fria?

Como poderei viver,
Como poderei viver,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?

Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Os pastores desta aldeia
Já me fazem zombaria
Por me ver assim chorando
Sem a tua, sem a tua companhia.

Como poderei viver,
Como poderei viver,
Sem a tua, sem a tua,
Sem a tua companhia?

Pai Francisco

(Essa cantiga também é uma broncadeira.
O Pai Francisco fica fora da roda
enquanto todos cantam:)
Pai Francisco entrou na roda
Tocando seu violão!
Da…ra…rão! Dão!
Vem de lá seu delegado
E Pai Francisco foi pra prisão.

(Pai Francisco se aproxima da
roda, requebrando, e escolhe
um companheiro para substituí-lo.)
Como ele vem
Todo requebrado
Parece um boneco
Desengonçado.

(A brincadeira recomeça.)

A barata diz que tem

A barata diz que tem sete saias de filó
É mentira da barata, ela tem é uma só
Ah ra ra, iá ro ró, ela tem é uma só

A Barata diz que tem um sapato de veludo
É mentira da barata, o pé dela é peludo
Ah ra ra, Iu ru ru, o pé dela é peludo!

A Barata diz que tem uma cama de marfim
É mentira da barata, ela tem é de capim
Ah ra ra, rim rim rim, ela tem é de capim.

A canoa virou

A canoa virou
Por deixá-la virar,
Foi por causa da Maria
Que não soube remar

Siriri pra cá,
Siriri pra lá,
Maria é velha
E quer casar

Se eu fosse um peixinho
E soubesse nadar,
Eu tirava a Maria
Lá do fundo do mar.

Alecrim

Alecrim, alecrim dourado
Que nasceu no campo
Sem ser semeado

Oi, meu amor,
Quem te disse assim,
Que a flor do campo
É o alecrim?

Alecrim, alecrim aos molhos,
Por causa de ti
Choram os meus olhos

Alecrim do meu coração
Que nasceu no campo
Com esta canção.

A gatinha parda

A minha gatinha parda,
que em Janeiro me fugiu
Onde está minha gatinha,
Você sabe, você sabe, você viu ?

Eu não vi sua gatinha,
mas ouvi o seu miau
Quem roubou sua gatinha
Foi a bruxa, foi a bruxa pica-pau.

A rosa amarela

Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa
Olha a Rosa amarela, Rosa
Tão Formosa, tão bela, Rosa

Iá-iá meu lenço, ô Iá-iá
Para me enxugar, ô Iá-iá
Esta despedida, ô Iá-iá
Já me fez chorar, ô Iá-iá…

Se esta rua fosse minha

Se esta rua,
Se esta rua fosse minha,
Eu mandava,
Eu mandava ladrilhar,

Com pedrinhas,
Com pedrinhas de diamantes,
Só pra ver, só pra ver
Meu bem passar

Nesta rua, nesta rua tem um bosque
Que se chama, que se chama solidão
Dentro dele, dentro dele mora um anjo
Que roubou, que roubou meu coração

Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
Tu roubaste, tu roubaste o meu também
Se eu roubei, se eu roubei teu coração,
É porque, é porque te quero bem

Balaio

Eu queria se balaio, balaio eu queria ser
Pra ficar dependurado, na cintura de “ocê”

Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração
Moça que não tem balaio, sinhá
Bota a costura no chão

Eu mandei fazer balaio,
pra guardar meu algodão
Balaio saiu pequeno,
não quero balaio não

Balaio meu bem, balaio sinhá
Balaio do coração.

Boi Barroso

Eu mandei fazer um laço do couro do jacaré
Pra laçar o boi barroso, num cavalo pangaré

Meu Boi Barroso, meu Boi Pitanga
O teu lugar, ai, é lá na cana
Adeus menina, eu vou me embora
Não sou daqui,ai, sou lá de fora

Meu bonito Boi Barroso,
que eu já dava por perdido
Deixando rastro na areia logo foi reconhecido.

Boi da cara preta

Boi, boi, boi
Boi da cara preta
Pega esta criança que tem medo de careta

Não , não , não
Não pega ele não
Ele é bonitinho, ele chora coitadinho.

Cachorrinho

Cachorrinho está latindo lá no fundo do quintal
Cala a boca, Cachorrinho,
deixa o meu benzinho entrar

Ó Crioula lá! Ó Crioula lá, lá!
Ó Crioula lá! Não sou eu quem caio lá!

Atirei um cravo n’água de pesado foi ao fundo
Os peixinhos responderam,
viva D. Pedro Segundo.

Cai cai balão

Cai cai balão, cai cai balão
Na rua do sabão
Não Cai não, não cai não, não cai não
Cai aqui na minha mão!

Cai cai balão, cai cai balão
Aqui na minha mão
Não vou lá, não vou lá, não vou lá
Tenho medo de apanhar!

Capelinha de melão

Capelinha de Melão é de São João
É de Cravo é de Rosa é de Manjericão
São João está dormindo
Não acorda não!
Acordai, acordai, acordai, João!

Ciranda, cirandinha

Ciranda, cirandinha,
Vamos todos cirandar,
Vamos dar a meia volta,
Volta e meia vamos dar

O anel que tu me deste
Era vidro e se quebrou,
O amor que tu me tinhas
Era pouco e se acabou.

A barraquinha

Vem, vem, vem sinhazinha
Vem, vem, vem Sinhazinha
Vem, vem para provar
Vem, vem, vem Sinhazinha
Na barraquinha comprar
Pé de moleque queimado
Cana, aipim, batatinha
Ó quanta coisa gostosa
Para você Sinhazinha.

Mineira de Minas

Sou mineira de Minas,
Mineira de Minas Gerais

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!

Sou carioca da gema,
Carioca da gema do ovo

Rebola bola você diz que dá que dá
Você diz que dá na bola, na bola você não dá!

Na Bahia tem

Na Bahia tem, tem tem tem
Coco de vintém, ô Ia-iá
Na Bahia tem!

Na beira da praia
Na beira da praia
Eu vou, eu quero ver
Na beira da praia,
Só me caso com você

Na beira da praia
Você diz que não, que não,
Você mesmo há de ser

Água tanto deu na pedra,
Que até fez amolecer,
Na beira da praia.

Na loja do mestre André

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um pianinho,
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um violão,
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei uma flautinha,
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão,dão,dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

Foi na loja do Mestre André
Que eu comprei um tamborzinho,
Dum, dum, dum, um tamborzinho
Flá, flá, flá, uma flautinha
Dão, dão, dão, um violão
Plim, plim, plim, um pianinho
Ai olé, ai olé!
Foi na loja do Mestre André!

O cravo brigou com a rosa

O cravo brigou com a rosa
Debaixo de uma sacada
O cravo saiu ferido
E a rosa, despedaçada

O cravo ficou doente
A rosa foi visitar
O cravo teve um desmaio,
A rosa pôs-se a chorar.

Meu boi morreu

O meu boi morreu
O que será de mim
Mande buscar outro, oh Morena
Lá no Piauí

O meu boi morreu
O que será da vaca
Pinga com limão, oh Morena
Cura urucubaca.

O meu galinho

Há três noites que eu não durmo, ola lá!
Pois perdi o meu galinho, ola lá!
Coitadinho, ola lá! Pobrezinho, ola lá!
Eu perdi lá no jardim

Ele é branco e amarelo, ola lá!
Tem a crista vermelhinha, ola lá!
Bate as asas, ola lá! Abre o bico, ola lá!
Ele faz qui-ri-qui-qui

Já rodei em Mato Grosso, ola lá!
Amazonas e Pará, ola lá!
Encontrei, ola lá!Meu galinho, ola lá!
No sertão do Ceará!

O pobre cego

Minha Mãe acorde, de tanto dormir
Venha ver o cego, Vida Minha, cantar e pedir
Se ele canta e pede, de-lhe pão e vinho
Mande o pobre cego, Vida Minha, seguir seu caminho
Não quero teu pão, nem também teu vinho
Quero só que a minha vida, Vida Minha,
me ensine o caminho
Anda mais Aninha, mais um bocadinho,
Eu sou pobre cego, Vida Minha, não vejo o caminho.

Peixinho do mar

Quem me ensinou a nadar
Quem me ensinou a nadar
Foi, foi, marinheiro
Foi os peixinhos do mar.

Pezinho

Ai bota aqui
Ai bota aqui o seu pezinho
Seu pezinho bem juntinho com o meu
E depois não vá dizer
Que você se arrependeu!

Pirulito que bate bate

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
Quem gosta de mim é ela
Quem gosta dela sou eu

Pirulito que bate bate
Pirulito que já bateu
A menina que eu gostava
Não gostava como eu.

Que é de Valentim

Que é de Valentim ? Valentim Trás Trás
Que é de Valentim ? É um bom rapaz
Que é de Valentim ? Valentim sou eu!
Deixa a moreninha, que esse par é meu!

Roda pião

O Pião entrou na roda, ó pião!
Roda pião, bambeia pião!
Sapateia no terreiro, ó pião!
Mostra a tua figura, ó pião!
Faça uma cortesia, ó pião!
Atira a tua fieira, ó pião!
Entrega o chapéu ao outro, ó pião!

Samba Lelê

Samba Lelê está doente
Está com a cabeça quebrada
Samba Lelê precisava
De umas dezoito lambadas

Samba, samba, Samba ô Lelê
Pisa na barra da saia ô Lalá
Ó Morena bonita,
Como é que se namora ?

Põe o lencinho no bolso
Deixa a pontinha de fora.

São João da Rão

São João Da Ra Rão
Tem uma gaita-ra-rai-ta
Que quando toca-ra-roca
Bate nela

Todos os anja-ra-ran-jos
Tocam gaita-ra-rai-ta
Tocam gaita-ra-rai-ta
Aqui na terra

Maria tu vais ao baile, tu “leva” o xale
Que vai chover
E depois de madrugada, toda molhada
Tu vais morrer

Maria tu vais “casares”, eu vou te “dares”
Eu vou te “dares” os parabéns
Vou te “dartes” uma prenda
Saia de renda e dois vinténs.

Sapo Jururu

Sapo Jururu na beira do rio
Quando o sapo grita, ó Maninha, diz que está com frio
A mulher do sapo, é quem está la dentro
Fazendo rendinha, ó Maninha, pro seu casamento.

Teresinha de Jesus

Teresinha de Jesus deu uma queda
Foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos de chapéu na mão

O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele
Que a Teresa deu a mão

Teresinha levantou-se
Levantou-se lá do chão
E sorrindo disse ao noivo
Eu te dou meu coração

Dá laranja quero um gomo
Do limão quero um pedaço
Da morena mais bonita
Quero um beijo e um abraço.

Tutu Marambá

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar

Durma neném, que a Cuca logo vem
Papai está na roça e Mamãezinha em Belém

Tutu Marambá não venhas mais cá
Que o pai do menino te manda matar.

Vai abóbora

Vai abóbora vai melão de melão vai melancia
Vai jambo sinhá, vai jambo sinhá,
vai doce, vai cocadinha
Quem quiser aprender a dançar,
vai na casa do Juquinha
Ele pula, ele dança, ele faz requebradinha .

Vamos maninha

Vamos Maninha vamos,
Lá na praia passear
Vamos ver a barca nova
que do céu caiu do mar

Nossa Senhora esta dentro,
Os anjinhos a remar
Rema rema remador,
que este barco é do Senhor

O barquinho já vai longe
E os anjinhos a remar
Rema rema remador,
que este barco é do Senhor (bis).

Você gosta de mim?

Você gosta de mim, ó menina?
Eu também de você, ó menina
Vou pedir a seu pai, ó menina,
Para casar com você, ó menina

Se ele disser que sim, ó menina,
Tratarei dos papéis, ó menina,
Se ele disser que não, ó menina,
Morrerei de paixão.

Indiozinhos

Um, dois, três indiozinhos
Quatro, cinco, seis indiozinhos
Sete, oito, nove indiozinhos
Dez num pequeno bote
Iam navegando pelo rio abaixo
Quando um jacaré se aproximou
E o pequeno bote dos indiozinhos
Quase, quase virou.

24 de nov. de 2017

12 de nov. de 2017

Poema: O Pequeno Príncipe Preto


Marcelo Serralva é músico (cantor, instrumentista e compositor), professor de musicalização infantil e desenhista nas horas vagas. Possui uma página no face atualizada com frequência e um canal no YouTube com diversos vídeos musicais, atividades e histórias.

Música: África - Palavra Cantada

Breve história da cultura africana

"Um apanhado maravilhoso sobre a cultura africana de um modo geral. Religião, costumes, ritmos, paladar, linguagem... um breve histórico expositivo de tudo."

Livro animado: O filho do vento

Outro livro que a professora do 3º ano trabalhou este ano foi este: O filho do vento, escrito por Rogério Andrade Barbosa e ilustrado por Graça Lima.

Livro animado: Bruna e a Galinha d'Angola

Neste ano, a professora do 3º ano da escola que trabalho, fez várias atividades com seus alunos tendo este livro como inspiração.

Livro animado: Menina bonita do laço de fita

"Menina Bonita do Laço de Fita" é uma animação adaptada da obra de Ana Maria Machado. A produção é da Oger Sepol Produções e a direção de Diego Lopes e Claudio Bitencourt.

Conto: Pixaim

Por Cristiane Sobral

Rio de Janeiro. Qualquer dia da semana num tempo que passa morno, sem novidades. Num bairro distante no subúrbio da zona oeste, uma criança negra de dez anos e pequenos olhos castanho-escuros meio embaçados pelo horizonte sem perspectivas é acusada injustamente. Em meio ao espanto, descobre que existem pessoas descontentes com a sua maneira de ser e decide lutar para manter intactas as suas raízes.

Os ataques começaram quando fui apresentada a uns pentes estranhos, incrivelmente frágeis, de dentes finos, logo quebrados entre as minhas madeixas acinzentadas. Pela primeira vez ouço a expressão cabelo “ruim”. Depois uma vizinha disse a minha mãe, que todos os dias lutava para me pentear e me deixar bonitinha como as outras crianças, que tinha uma solução para amolecer a minha carapinha “dura”.

Pela primeira vez foram violentadas as minhas raízes, senti muita dor, e fiquei frágil, mas adquiri também uma estranha capacidade de regeneração e de ter idéias próprias. Eu sabia que não era igual às outras crianças. E que não podia ser tratada da mesma forma. Mas como dizer isso aos outros? Minha mãe me amava muito, é verdade, mas não percebia como lidar com as nossas diferenças.

Eu cresci muito rapidamente, e para satisfazer aos padrões estéticos não podia mais usar o cabelo redondinho do jeito que eu mais gostava, pois era só lavar e ele ficava todo fofinho, parecendo algodão. Uma amiga negra que eu tinha costumava amarrar uma toalha na cabeça, e andar pela casa, fingindo que tinha cabelo liso e dizia que o sonho dela era ter nascido branca. Eu achava estranho. Não percebia como alguém poderia ser algo além daquilo que é.

Minha mãe decidiu que o meu pixainho tinha que crescer e aparecer. Lembro do pente quente que se usava na época, para fazer o crespo ficar “bom”, e da marca do pente quente que tatuou meu ombro esquerdo, por resistir àquela imposta transformação. Era domingo, íamos todos a uma festa, e eu tinha que ficar bonita como as outras. No caminho, caiu uma chuva, dessas de verão, e em poucos minutos, houve o milagre, pois a água anulou o efeito do pente. Eu chorava porque achava que o meu cabelo nunca voltaria ao normal, e minha mãe ficou brava porque eu estava parecendo comigo, de um jeito nunca antes visto!

Por um tempo tive paz. Fazia o que bem entendia com meus fios, mas sabia que algo estava sendo preparado. A tal vizinha apareceu lá em casa dizendo que viajaria por uns dias, mas que quando voltasse traria um produto para dar jeito no meu rebelde. Lamentava o fato de que eu não era tão escurinha, mas tinha um bombrilzinho! Dormi com medo. Sonhei com uma família toda pretinha e com uma vó que me fizesse tranças como aquelas que eu vi numa revista, cheias de desenhos na cabeça, coisa que só a minha carapinha permitia fazer...Mas minha mãe não sabia nada dessas coisas...

O henê era um creme preto muito usado pelas negras no subúrbio do Rio de Janeiro, que alisava e tingia os crespos. A propaganda da embalagem mostrava uma foto de uma mulher negra sorridente com as melenas lisas. Só que o efeito do produto não era eterno, logo que crescesse um cabelinho novo, era necessário reaplicar o creme, dormir com bobies, fazer touca, e outras ações destinadas a converter o cabelo “ruim”, em “bom”. O produto era passado na cabeça bem quente e mole, mas quando esfriava endurecia. Uma hora depois, a cabeça era lavada com água fria em abundância até a sua total eliminação.

Jamais esquecerei a minha primeira sessão de tortura. Era um bonito dia de sol e céu azuladíssimo. Eu brincava no quintal distraída quando ouvi o chamado grave de minha mãe, já com a panela quente nas mãos, e pensei com pavor na foto da mulher com cabelo alisado. Nesse momento tive a certeza de que mamãe queria me embranquecer! Era a tentativa de extinção do meu valor! Chorei, tentei fugir e fui capturada e premiada com chibatadas de vara de marmelo nos braços. Fim da tentativa inútil de libertação. Sentei e deixei o henê escorrer pelo pescoço enquanto gelava por dentro, até sentir a lâmina fria da água gelada do tanque de concreto penetrando em meu couro cabeludo. Depois, já era tarde, minha mãe encheu minha cabeça de bobies. Segui inerte. Chorei insone aprisionada pelos bobies amarrados na cabeça, sentindo uma imensa dor e o latejar dos grampos apertados.

Dia seguinte. Minha mãe me chamou inesperadamente carinhosa e me colocou frente ao espelho. Pela primeira vez disse:

- Você está bonita! Pode brincar, mas não pule muito para não transpirar e encolher o cabelinho.

Eu olhei e não acreditei. Já tinha a expressão da mulher da caixa de henê. Chorei pela última vez e jurei que não choraria mais. Porque era tão difícil me aceitar? Dei adeus aquilo que jamais consegui ser, me despedi silenciosamente da menina obediente, e comecei a me transformar.

Os vizinhos ficaram felizes com a confirmação da profecia. Diziam que preto não prestava mesmo. Todo mundo se sentia no direito de me dar uns tapas, para me corrigir, para o meu bem. Eu era tudo de péssimo, ingrata, desgosto da mãe, má, bruxa. Meus irmãos também colaboravam me chamando de feia, bombril, macaca. Era o fim.

Eu já não resistia e comecei a acreditar no que diziam. Todos os dias eram tristes e eu tinha a certeza de que apesar do cabelo circunstancialmente “bom”, eu jamais seria branca. Foi aí que eu tive uma inesperada luz. Minha mãe queria me embranquecer para que eu sobrevivesse a cruel discriminação de ser o tempo todo rejeitada por ser diferente. Percebi subitamente que ela jamais pensara na dificuldade de ter uma criança negra, mesmo tento casado com um homem negro, porque que ela e meu pai tiveram três filhos mestiços que não demonstravam a menor necessidade de serem negros. Eu era a ovelha mais negra, rebelde por excelência, a mais escura e a que tinha o cabelo “pior”. Às vezes eu acreditava mesmo que o meu nome verdadeiro era pixaim.

O negro sempre foi para mim o desconhecido, a fantasia, o desejo. Cresci tentando ser algo que eu não conhecia, mas que intuitivamente sabia ser meu, só meu. O meu cabelo era a carapaça das minhas idéias, o invólucro dos meus sonhos, a moldura dos meus pensamentos mais coloridos. Foi a partir do meu pixaim percebi todo um conjunto de posturas que apontavam para a necessidade que a sociedade tinha de me enquadrar num padrão de beleza, de pensamento e opção de vida.

Quinze anos depois, em Brasília, no coração do planalto central, é segunda-feira, dia de começos. Uma mulher madura de olhar doce e fértil vê sua imagem no espelho e ajeita com cuidado as tranças corridas, contemplando com satisfação a história escrita em seu rosto e a beleza que os pensamentos dignos conferem à sua expressão. É uma mulher livre, vencedora de muitas batalhas interiores, que se prepara para a vida lutando para preservar a sua origem, pois sabe que é a única herança verdadeira que possui. Ela aprendeu e jamais esquecerá. A gente só pode ser aquilo que é.

Cristiane Sobral (Rio de Janeiro, 1974) é uma atriz, escritora e poeta brasileira. Estudou teatro no SESC do Rio de Janeiro, em 1989. Foi a primeira atriz negra graduada em Interpretação Teatral pela Universidade de Brasília. Atuou em diversos espetáculos teatrais. Estreou na literatura em 2000, publicando textos nos Cadernos Negros. Foi crítica teatral da revista Tablado, de Brasília. Mestre em Artes (UnB) com pesquisa sobre as estéticas nos teatros negros brasileiros. Membro do Sindicato dos Escritores do DF. (WIKIPÉDIA)

10 de nov. de 2017

Vídeo: Evite o abuso

Estamos passando este vídeo para os alunos do 3º ao 5º ano e depois fazendo uma roda de conversa para que fiquem atentos a qualquer sinal de abuso, que pode acontecer quando ou com quem menos esperamos. Se quiser baixar, acesse este link e clique na setinha do canto superior direito.

9 de nov. de 2017

Livro: Teatro

Num texto fluente e gostoso de se ler, Raquel Coelho mostra importantes informações sobre o teatro, onde surgiu, como era no passado, sua evolução, por onde passou, como ganhou popularidade e alguns dos vários tipos de teatro, como o teatro de bonecos, o teatro de rua e sobre a commedia dell’Arte. Você também vai conhecer um pouco sobre o teatro que se faz em outros países, como a Índia e o Japão.

Os textos são acompanhados de belíssimas ilustrações, também da autoria de Raquel, feitas de retalhos, pedaços, pequenos objetos, bonecos, sucatas...

"A intenção maior, no entanto, é encantar o leitor de todas as idades, diverti-lo, seduzi-lo e instigá-lo a percorrer o caminho das artes [...], a entrar nesse universo mágico e infinito."

O livro “Teatro” foi o primeiro lançamento da coleção “No Caminho das Artes”, ganhou muitos prêmios no Brasil, entre eles o prêmio da APCA (Associação Paulista de Críticos de Arte) de melhor livro infantil.

Os demais livros da coleção são: "A Arte da Animação", "A Arte dos Quadrinhos" e "Música". Cada livro da tem um mascote, ou seja, um personagem que representa a forma de arte tema e que está presente em muitas das páginas. O mascote do livro “Teatro” é um marionete, e você pode vê-lo na ilustração da página de rosto abaixo.

"O teatro faz parte da vida de todos nós. Há teatro nas brincadeiras de crianças, há teatro na rua, há teatro no teatro. O teatro está nas escolas e até nos hospitais. Pois teatro não precisa ser feito só por profissionais especializados e artistas. Ele pode ser feito por qualquer um que goste de representar, de imaginar histórias, de viver personagens. [...] o teatro está vivo em muitos e diferentes lugares."

Para saber mais sobre essa e outras obras, acesse o blog da coleção “No Caminho das Artes”

8 de nov. de 2017

Cartilha: O Estatuto da Criança e do Adolescente

Quando criança, recebi esta cartilha na escola. Explica o estatuto de maneira bem simples.
Se quiser baixar ou imprimir, clique aqui para abrir o arquivo em pdf.

Cartilha: Os Direitos Humanos

Achei esta cartilha quando estava procurando algo sobre o assunto para os alunos da escola.
Se quiser baixar ou imprimir, clique aqui para abrir o arquivo em pdf.

6 de nov. de 2017

A tinta que vem da natureza

Uma ideia para pintura rupestre com os alunos, é utilizar tintas naturais que eles mesmos podem fazer. Como no caso do urucum, café, terra e açafrão.


Clique neste link ou na imagem e saiba como fazer.